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11/24/17

Padrão dos Descobrimentos

           O monumento aos Descobrimentos, mais conhecido como Padrão dos Descobrimentos, está localizado na freguesia de Belém, na cidade de Lisboa, capital de Portugal. Podemos observá-lo em posição destacada na margem direita do rio Tejo e é, talvez, o maior e melhor monumento em homenagem aos Descobrimentos existente em Portugal.

             Da autoria do arquiteto Cottinelli Telmo e do escultor Leopoldo de Almeida, o Padrão do Descobrimentos foi erguido pela primeira vez em 1940, integrado na Exposição do Mundo Português.

Padrão dos Descobrimentos
© Roc2c

           O Padrão dos Descobrimentos em calçada portuguesa evoca a expansão ultramarina portuguesa o nosso passado glorioso e simboliza a grandeza da obra do Infante D. Henrique, o mestre das descobertas. Por isso, o monumento lembra uma caravela em direção ao mar.

               Em 1960, na comemoração dos 500 anos da morte do Infante D. Henrique, o Padrão é reconstruído em betão e cantaria de pedra rosal de Leiria, e as esculturas em cantaria de calcário de Sintra. Em 1985 é inaugurado como Centro Cultural das Descobertas. O arquiteto Fernando Ramalho remodelou o interior, dando ao Padrão um miradouro, um auditório e salas de exposições.

          Uma Rosa dos Ventos de 50 metros de diâmetro, desenhada no atelier do arquiteto Luís Cristino da Silva e oferecida pela África do Sul em 1960, ornamenta o terreiro de acesso ao Padrão dos Descobrimentos.

Padrão dos Descobrimentos - Pormenor da Rosa dos Ventos
© Roc2c

Padrão dos Descobrimentos - Pormenor da Rosa dos Ventos
© Roc2c

             Esta magnânime obra em pedra foi executada em cantaria de calcário liós, negro e vermelho e contem também um planisfério de 14 metros de largura, decorado com elementos vegetalistas, 5 pequenas rosas dos ventos, 3 bufões, uma sereia, um peixe fantástico e Neptuno com um tridente e trombeta montado num ser marinho. Esta rosa dos ventos conta também com naus e caravelas marcando as principais rotas da expansão portuguesa, entre os séculos XV e XVI.

            Este belíssimo mosaico encontra-se rodeado de calçada com o padrão “Mar Largo”. Este padrão evoca o mar, a praia, as ondas balançando com ritmo e está enquadrado com todas as descobertas marítimas que o Monumento aos Descobrimentos evoca. Este padrão está então, perfeitamente ligado com o belo panorama de Belém e do Rio Tejo.

Padrão dos Descobrimentos - Pormenor da Rosa dos Ventos
© Roc2c




Padrão dos Descobrimentos
               The Monument to the Discoveries, better known as Padrão dos Descobrimentos, is located in Belém parish, in the city of Lisbon, capital of Portugal. We can observe it in a prominent position on the right bank of Tejo River and it is perhaps the largest and best monument in honor of the Discoveries in Portugal.
             Authored by the architect Cottinelli Telmo and the sculptor Leopoldo de Almeida, the Monument of the Discoveries was first erected in 1940, integrated in the Portuguese World Exhibition.
Padrão dos Descobrimentos
© Roc2c

              The Discoveries Pattern in Portuguese Cobblestone evokes Portugal's overseas expansion and it glorifies our glorious past and symbolizes the magnificence of Infante D. Henrique work, the master of discoveries. Therefore, the monument reminds a caravel towards the sea.
             In 1960, in commemoration of the 500th anniversary of Infante D. Henrique death, the Pattern is rebuilt in concrete and stone rosary of Leiria, and the sculptures in limestone stonework of Sintra. In 1985 it is inaugurated as Discoveries Cultural Center. The architect Fernando Ramalho remodeled the interior, giving the Pattern a lookout, an auditorium and exhibition halls.
             A Wind Rose with 50 meters in diameter, designed in the architect Luís Cristino da Silva studio and offered by South Africa in 1960, it adorns the Monument of the Discoveries access.
Padrão dos Descobrimentos - Rosa dos Ventos
© Roc2c

             This magnanimous stone work was executed in black and red limestone and it also has a planisphere with 14 meters wide, decorated with vegetal elements, 5 small wind roses, 3 buffoons, a mermaid, a fantastic fish and Neptune with a trident and a trumpet mounted on a sea creature. This wind rose also has ships and caravels marking the main routes of the Portuguese expansion, between centuries XV and XVI.
             This beautiful mosaic is surrounded by pavement with the "Wide Sea" pattern. This pattern evokes the sea, the beach, the waves swaying with rhythm and it is framed with all the maritime discoveries that the Monument to the Discoveries evokes. So, this pattern is perfectly connected with the beautiful panorama of Belém and Tejo River.
Padrão dos Descobrimentos - "Mar Largo"
© Roc2c


Fotos: Março 2016

11/22/17

Parque das Nações


             A utilização da calçada é generalizada a todo o país e é, de fato, um tesouro nos nossos pés. Mas quando olhamos para a Calçada Portuguesa em toda a zona envolvente do Parque das Nações, vimos que é literalmente um tesouro, por ser tão fantástica e tão magnífica.
            O Parque das Nações é o espaço, que foi ocupado pela última Exposição Internacional do século XX, a Expo´98.
            Este espaço com uma área de 340 hectares junto ao rio Tejo, é hoje conhecido como Parque das Nações. É um espaço frequentado por imensa gente, tanto de dia como de noite.
            Quem lá vai, pode optar por um passeio junto ao rio ou ficar sentado, simplesmente a apreciar a Natureza, o rio Tejo, as movimentações das pessoas ou a Ponte Vasco da Gama.


Parque das Nações
© Roc2c

            Este tesouro belo e magnífico que podemos ver no chão do Parque das Nações é a nossa conhecida Calçada Portuguesa e podemos observar que não há um padrão certinho. Toda esta irregularidade juntamente com as obras de arte da rua, os prédios refletindo a paisagem nos seus janelões de vidro, os bancos de praça coloridos, o Teleférico, o Oceanário, os espaços de lazer e tudo o resto, atrevemo-nos a dizer que estamos perante um bairro de século XXI que respira e transpira design.
Parque das Nações
© Photo Lisbonne

“Monstros marinhos” e “Mar Largo”
Uma das mais fantásticas obras em calçada portuguesa é a dos “monstros marinhos” que se encontram à volta do Oceanário. Retrata várias espécies marítimas, reais e imaginadas pelo artista Pedro Proença. Estes monstros rodeiam o segundo maior aquário do mundo e ficam tão bem neste pavimento pois a sua espetacularidade é um magnífico ponto de partida para o que vamos encontrar dentro do Oceanário. São mais de 7 milhões de litros de água salgada, mais de 30 aquários e uma coleção de 8000 organismos de 500 espécies diferentes entre aves, peixes, mamíferos e plantas. Estes motivos marítimos na calçada fazem as delícias das crianças que por aqui passam.  Por cima deles, elas brincam, saltam e pulam recordando todas as espécies que viram dentro do Oceanário.

Parque das Nações - Monstro Marinhos© Roc2c

Fernando Conduto inspirou-se no "Mar Largo" - motivo ondulado, do princípio do século, que decora os passeios de Lisboa, começou no Rossio e mais tarde foi usado nas colónias portuguesas, como ainda se vê em Macau e no Rio de Janeiro. No Parque das Nações o desenho foi alterado pelo artista Fernando Conduto, com ondas que se cruzam, apresentam a tal irregularidade que falamos anteriormente conseguindo assim uma nova e criativa versão do padrão Mar Largo.

Pela originalidade destes passeios do Parque das Nações, atrevemo-nos a dizer que a criatividade destes desenhos está perfeitamente de acordo com toda a sua zona envolvente: O oceanário, o rio Tejo e a  zona de lazer e atrativa.


Parque das Nações

The use of the pavement is widespread throughout the country and it is, in fact, a treasure at our feet. But when we look at the Portuguese Cobblestone in all Parque das Nações area, we have seen that it is literally a treasure, because it is so fantastic and so magnificent.
Parque das Nações is the space which was occupied by the last International Exhibition of the twentieth century, Expo'98.
This space is an area of 340 hectares next to the Tejo River and nowadays it is known as Parque das Nações. It is a space with a lot of people, both day and night.
Those who go there can choose to go for a walk along the river or to sit, simply enjoying nature, the Tejo River, the people's movements or Vasco da Gama Bridge.
Parque das Nações
© keywordsuggest

This beautiful and magnificent treasure we can see on Parque das Nações pavement  is our well-known Portuguese Cobblestone and we can observe that there is not a right pattern. All this irregularity with street´s work of art, the buildings reflecting the landscape in their glass windows, the colorful benches, the Cable Car, the Oceanarium, the leisure spaces and everything else, we dare to say that we are facing a neighborhood of XXI century that breathes and transpires design.

“Sea Monsters” and “Wide Sea”
One of the most fantastic works in Portuguese Pavement is the "Sea Monsters" and they are around the Oceanarium. They show us several marine species, real and imagined by Pedro Proença artist. These monsters surround the second largest aquarium in the world and they are so well on this pavement because its spectacularity is a magnificent starting point for what we will find inside the Oceanarium. There are more than 7 million liters of salt water, more than 30 aquariums and a collection of 8000 organisms of 500 different species among birds, fish, mammals and plants. These maritime motifs on the pavement delight the children that walking here. Above them, they play, they jump and they hop recalling all the species they have seen inside the Oceanarium

Parque das Nações -  Monstro Marinhos© Roc2c

Fernando Conduto was inspired by the "Wide Sea" - an undulating motif from the beginning of the century, which adorns the walks of Lisbon, it began in Rossio and later it was used in the Portuguese colonies, as can be seen in Macao and Rio de Janeiro. In Parque das Nações, the design was altered by Fernando Conduto artist, with waves that cross each other and this waves have the irregularity that we spoke earlier, thus achieving a new and creative version of Wide Sea pattern.
Parque das Nações
© Mapio.net

           For the originality of these Parque das Nações pavements, we dare to say that the creativity of these drawings is perfectly in agreement with all its surrounding area: The Oceanarium, the Tejo River and the leisure and attractive zone.


Fotos: Março 2016

11/20/17

Largo do Chiado- O Largo de Fernando Pessoa e António Ribeiro / Chiado Square - Square of Fernando Pessoa and António Ribeiro


            O Largo do Chiado é um expressivo largo da cidade de Lisboa, situa-se entre as freguesias da Encarnação, dos Mártires e do Sacramento. Este largo é o encontro das Ruas Garrett, Paiva de Andrada, António Maria Cardoso, Nova da Trindade e da Praça de Luís de Camões.
Largo do Chiado

© Roc2c



                                                                         "LARGO
DO
CHIADO
(ANTÓNIO RIBEIRO CHIADO)
POETA DO SÉCULO XVI"


            A calçada junto ao café mais famoso da cidade “A Brasileira”, tornou-se também uma das calçadas mais famosas da cidade de Lisboa, tanto pelas estátuas dos poetas Fernando Pessoa e Fernando Ribeiro como pelo fato de possuir as lojas e cafés mais antigos da cidade.
            O Chiado é um dos bairros mais emblemáticos, mais cosmopolitas e mais movimentados da capital Portuguesa devido a todos os fatores que mencionamos em cima e nem o incêndio que deflagrou no edifício Grandella na madrugada do dia 25 de agosto de 1988 em que o Chiado ficou destruído, lhe conseguiu retirar todo o sucesso. Toda a sua reconstrução, durante a década de 90, ficou a cargo do Arquiteto Álvaro Siza Vieira.
Largo do Chiado
© Lisboa é Cidade de Lux
           
              O Largo do Chiado é o palco da esplanada do café “A Brasileira” e é nesta esplanada que se senta, vestido de bronze, o poeta Fernando Pessoa. De perna traçada, uma mão em movimento, outra sobre a mesa e uma cadeira vazia ao seu lado como quem está à espera de qualquer companhia e de fato tem essa companhia, aos milhares, todos os dias. A azáfama de turistas e passeantes correm à foto com o poeta como abelhas ao mel. Esta estátua foi colocada em junho de 1988, criada por Lagoa Henriques e é uma das mais fotografadas do país. Atrevemo-nos a dizer também que a calçada que Pessoa tem debaixo dos pés e da sua cadeira é uma das mais fotografadas. Não só por ter Pessoa em cima mas também pelas suas simetrias, geometrias e desenhos abstratos. Esta calçada é, por si só, um excelente motivo para deambularmos pelo Chiado.
Largo do Chiado
© Roc2c
                 
          Esta verdadeira obra de arte foi pavimentada em 1894 e ao vermos as fotos que aqui apresentamos ficamos de olhos e alma cheios. É de uma beleza estonteante toda esta perfeição que houve na colocação de todas as pedrinhas pretas e brancas de forma a formar uma autêntica peça de museu.

Largo do Chiado - Pormenor da Calçada Portuguesa
© Roc2c




Chiado Square - Square of Fernando Pessoa and António Ribeiro


           Chiado Square is an expressive square of Lisbon's district, located between the parishes of the Encarnação, Mártires and Sacramento. This is the meeting of the Garrett, Paiva de Andrada, António Maria Cardoso, Nova da Trindade Streets and Luís de Camões Square. 
            The pavement along the most famous café in the city "A Brasileira", also became one of the most famous pavements in Lisbon town, by the statues of Fernando Pessoa and Fernando Ribeiro poets as well as the fact of owning the oldest shops and cafes of the city.
            Chiado is one of the most emblematic, most cosmopolitan and busiest districts in the Portuguese capital due to all the factors mentioned above and the fire that broke out in the Grandella building at dawn on August 25, 1988, when Chiado was destroyed , remove it all the success. All of its reconstruction, during the 90's, was in charge of the Architect Álvaro Siza Vieira.
Largo do Chiado - 1953
© Comjeitoearte
         
          Chiado Square is the stage of the "A Brasileira" terrace and it is in this terrace that the poet Fernando Pessoa sits, wearing a bronze suit. Traced leg, one moving hand, the other on the table, and an empty chair beside him as if he is waiting for any companionship, and indeed he has thousands of company, every day. The bustle of tourists and strollers run to the photo with the poet as bees to honey. This statue was placed in June 1988, created by Lagoa Henriques and it is one of the most photographed in the country. We dare to say that the pavement that Pessoa has under his feet and his chair is one of the most photographed. Not only for having Pessoa above it but also for it symmetries, geometries and abstract designs. This pavement is by itself an excellent reason to wander the Chiado.

Largo do Chiado
© Roc2c
           
             This true work of art was paved in 1894 and when we see the photos that we show here we are full of eyes and soul. It is a striking beauty all this perfection that there was in the placement of all the black and white pebbles to form an authentic piece of museum.

Largo do Chiado - Pormenor da Calçada Portuguesa
© Roc2c



Foto: Setembro 2009

11/16/17

Avenida da Liberdade: “A Avenida que já nasceu moderna” / Avenida da Liberdade: "The Avenue that was born modern"

            A mais linda avenida de Lisboa. Toda ela arborizada, repleta de lojas de marca e joalharias. Esta Avenida liga a Praça Marquês de Pombal à Praça dos Restauradores.
            Esta avenida, apelidada como a rainha da capital lisboeta, conta com notáveis edifícios art déco e modernistas, como é o caso do edifício do cinema de São Jorge, o cinema Éden, o Hotel Vitória ou a sede do Diário de Notícias. Todos estes edifícios juntamente com as árvores, os jardins, as estátuas e a calçada, fazem desta avenida um museu a céu aberto.
            Está repleta de hotéis, lojas e alguns dos melhores cafés, teatros e universidades. É também o local de eleição de escritórios e lojas de marca de luxo internacionalmente conhecidas.
            Com o cartão de visita feito a esta espantosa avenida, vamos referir a razão pela qual ela se encontra na nossa  lista, Roc2c, das “10 mais belas calçadas”.

Avenida da Liberdade -1939
© Lisboa de Antigamente

O projeto desta Avenida da Liberdade foi aprovado entre 1877 e 1879 pela Câmara Municipal de Lisboa e a sua inauguração foi em 1886 mas só mais tarde, no inicío do século XX (1907) foi assente a calçada, sendo uma das primeiras calçadas em Lisboa, o tipo de assentamento usado nesta época era o “Malhete”. Este tipo de assentamento é conhecido por ser assente livremente, com pedras irregulares, permitindo o “acasalamento” das mesmas. Esta técnica permitia a rentabilização da pedra, não havendo desperdício. Assim, devido ao detalhe e ao rigor do artificie, o malhete é atualmente muito valorizado.
Avenida da Liberdade -1907
© Lisboa de Antigamente


Nesta Avenida podemos pisar e ao mesmo tempo apreciar esta forma de arte e os padrões únicos que aqui encontramos.
Avenida da Liberdade
© Roc2c

Avenida da Liberdade
© Roc2c


A Calçada Portuguesa é elaborada a partir de pedras calcárias, trabalhada e assente à mão, podendo ter elementos geométricos, figurativos ou específicos. Vale realmente a pena fazer pé a Avenida da Liberdade duas, três ou quatro vezes e deixar-se levar pelos padrões ondulados e pelas simetrias deste aglomerado de pequenas pedras, todas elas pretas e brancas.

Avenida da Liberdade -1907
© Lisboa de Antigamente




Avenida da Liberdade: "The Avenue that was born modern"

           The most beautiful boulevard in Lisbon. All of it with trees, full of branded stores and jewelers. This Avenue connects the Marquês de Pombal Square to Restauradores Square.
             This avenue with the name as Queen of Lisbon, has notable art deco and modernist buildings, such as the São Jorge cinema building, the Éden cinema, the Hotel Vitória or the Diário de Notícias headquarters. All these buildings with the trees, the gardens, the statues and the pavement, make this avenue an open air museum.
             It is full of hotels, shops and some of the best cafés, theaters and universities. It is also the place of choice for offices and internationally renowned luxury brand stores.

Avenida da Liberdade
© Roc2c

            With the business card made to this amazing avenue, let's refer the reason it is on our list, Roc2c, of the "10 most beautiful pavements".
            The project of this boulevard was approved between 1877 and 1879 by the Lisbon City Council and its inauguration was in 1886 but only later, in the beginning of twentieth century (1907) the sidewalk was paved, being one of the first pavements in Lisbon, the type of settlement used at this time was "Malhete". This type of settlement is known to be laid freely, with irregular stones, allowing the "mating" of them. This technique allowed the stone monetization, and there was no waste. Thus, due to the detail and the rigor of the artificie, the "Malhete" is currently highly valued.
            In this Avenue we can step on and at the same time appreciate this art form and the unique patterns that we find here.
            The Portuguese Cobblestone is elaborated from calcareous stones, worked and settled by hand, being able to have geometric, figurative or specific elements. It's worth it to walk on this boulevard two, three or four times and let yourself be carried by the wavy pattern and symmetries of this small stones, all of them black and white.


Avenida da Liberdade -1908
© Lisboa de Antigamente



Fotos: Setembro 2011 / Abril 2014

11/14/17

Rossio: A Praça que nunca está sozinha / Rossio: The Square that is never alone


Rossio: A Praça que nunca está sozinha 


Praça do Rossio
© Roc2c



         Vamos recorrer à imaginação e ao poder da mente. Vamos imaginar que estamos sentados nestes bancos de jardim, em plena Praça do Rossio, Lisboa. Esta praça é o coração de Lisboa e tem muitos aspetos a realçar.
            Sentimos uma praça que nunca está só, ora tem pessoas que habitam por ali, ora tem turistas. O movimento nunca para, assim como a água desse chafariz ali ao fundo. É uma praça apaixonante com uma incrível capacidade de captar a nossa atenção e onde podemos admirar tudo o que há de belo.
            Os edifícios emblemáticos que a rodeiam, o Teatro Dona Maria II ao fundo e o histórico “Mar Largo”, que foi o nome dado ao desenho desta calçada. Fazendo uma breve análise deste pavimento podemos realçar que este chão é uma verdadeira obra de arte da típica Calçada Portuguesa. Uma calçada com um desenho ícone do nosso país, feita com pedras de calcário pretas e brancas e com padrão ondulante que representa as ondas entre o rio Tejo e o Oceano Atlântico.
            Em cima deste chão, ao lado destas árvores, sentados nestes bancos, à volta deste chafariz imaginamos que já passaram por aqui milhares de vidas. Vidas alegres, vidas tristes, vidas esperançosas e vidas amarguradas. Imaginamos também e perguntamo-nos de que países seriam todos os turistas que aqui vieram. Claro que é impossível saber mas é um fato curioso que nós e todas as pedrinhas gostávamos de saber.


Rossio: The Square that is never alone

Praça do Rossio
© Roc2c

Let's resort to the imagination and the power of the mind. Let's imagine that we are sitting in these garden benches, in Rossio Square, Lisbon. This square is the heart of Lisbon and it has many aspects to highlight.
We feel a square that is never alone, sometimes there are people who live there, sometimes there are tourists. The movement never stops, just like the water of this fountain in the background. It is a lovely square with an incredible capacity to capture our attention and where we can admire everything that is beautiful.
The emblematic buildings that surround it, the Dona Maria II Theater in the background and the historic "Wide Sea", which was the name given to the design of this pavement. Making a brief analysis of this pavement we can highlight that this is a true work of art of the typical Portuguese Cobblestone. A pavement with an icon design of our country, made with limestone black and white and with undulating pattern that represents the waves between the Tejo river and the Atlantic Ocean.
Above this pavement, beside these trees, sitting on these benches, around this fountain we imagine that thousands of lives have passed here. Joyful lives, sad lives, hopeful lives and bitter lives. We also imagine and wonder what countries would be all the tourists that came here. Of course, it is impossible to know but it is a curious fact that the little stones and us would like to know.